Final Boss Filmes juntamente com outras produtoras independentes iniciam a produção de uma obra original que promete unir ancestralidade, narrativa urbana e o olhar criativo de jovens realizadores da periferia de São Paulo.
Em um cenário onde o audiovisual independente segue abrindo caminhos e rompendo silêncios, produtoras periféricas: Final Boss Company, Final Boss Filmes, Mundum Entretenimento, Jucas Filmes e CIA & Radiophonica, uniram forças para desenvolver um projeto que já começa a movimentar o setor cultural paulistano. Com uma proposta estética ousada e uma narrativa que costura memória, identidade e territorialidade, a obra surge como uma das produções mais promissoras do ano dentro do circuito periférico.
A história original foi criada por Manoel Castro Alves, Arthur Guimarães e Agno d’Araujo, três nomes que vêm consolidando suas trajetórias no audiovisual e no teatro com trabalhos focados na representatividade negra, na complexidade das relações humanas e nas potências que emergem das bordas da cidade. A Direção Geral é assinada por Manoel Castro Alves, que também atua como mentor artístico do projeto, conduzindo a narrativa para uma mistura de realismo, espiritualidade e crítica social.
A produção executiva fica a cargo de Julia Ribeiro, profissional que integra o coletivo Final Boss Filmes e tem se destacado pela articulação de equipes periféricas e pela formação de novos profissionais do setor. O roteiro, desenvolvido por Agno d’Araujo, promete mergulhar o público em uma trama envolvente e sensorial, guiada por elementos simbólicos que dialogam com a ancestralidade afro-brasileira e com os desafios contemporâneos enfrentados dentro das quebradas.
O projeto está sendo realizado com financiamento público por meio do EDITAL DE CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 7/2025 – 22ª EDIÇÃO DO PROGRAMA VAI, da Cidade de São Paulo. O apoio reafirma o compromisso da política cultural com o fortalecimento de narrativas periféricas, ampliando espaços de criação e permitindo que novos olhares ganhem visibilidade no campo audiovisual.
Ainda sem muitos detalhes divulgados, a produção vem despertando curiosidade pela forma como combina elementos históricos, dramas urbanos e um forte componente imagético. O que já se sabe é que a obra pretende tensionar debates sobre memória, resistência e identidade negra, explorando como a ancestralidade se manifesta e atravessa as vidas de pessoas comuns nos territórios periféricos.
Com gravações previstas para iniciar em breve, a equipe promete compartilhar atualizações, bastidores e chamadas de participação da comunidade. A expectativa é que o projeto não apenas resulte em uma obra marcante, mas também fortaleça profissionais, crie oportunidades e amplie o repertório narrativo das periferias no audiovisual brasileiro.
