Tudo Pode Ser Visto estreia no Brasil em novembro e revela os últimos dias de Elizabeth Holmes antes da prisão

Dirigido por Nathan Fielder e Lance Oppenheim, documentário produzido pela A24 encerra a 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e chega comercialmente aos cinemas brasileiros em 26 de novembro.

Uma das histórias mais controversas do universo da tecnologia e dos negócios ganha um novo capítulo nas telas brasileiras. Tudo Pode Ser Visto, título nacional de You Can See Everything, é o documentário dirigido por Nathan Fielder e Lance Oppenheim que acompanha Elizabeth Holmes, fundadora da empresa Theranos, em um período decisivo de sua trajetória. Distribuído no Brasil pela Sony Pictures, o longa estreia comercialmente nos cinemas em 26 de novembro de 2026.

Antes de chegar ao circuito comercial, a produção terá uma sessão especial como filme de encerramento da 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. A exibição está marcada para quinta feira, 29 de outubro, às 18h, no Teatro Cultura Artística, encerrando a programação de uma das mais tradicionais celebrações do cinema na capital paulista.

Produzido pelo estúdio independente A24, o documentário aborda uma história que reúne ambição empresarial, promessas revolucionárias, controvérsias científicas e um dos escândalos mais conhecidos do Vale do Silício.

Elizabeth Holmes e a promessa que abalou o Vale do Silício

Elizabeth Holmes ganhou notoriedade ao fundar a Theranos, empresa de tecnologia da saúde que prometia transformar os exames laboratoriais por meio de um sistema capaz de realizar centenas de análises a partir de uma pequena quantidade de sangue.

A proposta atraiu atenção de investidores, empresários e figuras influentes, alimentando a expectativa de que a companhia pudesse mudar a maneira como exames médicos eram realizados. Entretanto, as promessas tecnológicas da empresa passaram a ser questionadas, e o caso acabou se transformando em um dos maiores escândalos corporativos do setor.

Holmes foi condenada por fraude, e sua trajetória se tornou um exemplo amplamente discutido sobre os riscos da falta de transparência no ambiente empresarial, especialmente quando inovação, investimentos e reputação pública se misturam.

É nesse contexto que surge Tudo Pode Ser Visto. Em vez de apresentar apenas uma retrospectiva convencional sobre a ascensão e a queda da empresária, o documentário parte de uma proposta incomum: acompanhar Holmes durante os 34 dias que antecedem sua prisão.

Segundo a sinopse, ela convida uma equipe de filmagem cética para registrar seus passos nesse período. A decisão cria uma situação carregada de tensão, na qual a presença das câmeras coloca em evidência a relação entre a personagem, sua própria narrativa e o olhar daqueles que tentam compreender sua história.

Uma proposta documental que vai além do retrato tradicional

A produção começa com a perspectiva de um registro próximo de uma figura pública envolvida em um caso de grande repercussão. No entanto, a proposta se amplia para uma experiência cinematográfica que, de acordo com a sinopse oficial, acompanha uma jornada de três anos em direção a um desfecho inevitável.

A diferença entre o período inicial apresentado na história, os 34 dias anteriores à prisão, e o desenvolvimento ao longo de três anos acrescenta uma dimensão particular à narrativa. O documentário não se limita a observar um momento isolado, mas constrói um percurso que promete explorar os acontecimentos e as contradições em torno de uma personagem que despertou fascínio e desconfiança.

A presença de uma equipe de filmagem descrita como cética também é um elemento central. Essa perspectiva sugere uma abordagem que não aceita automaticamente as declarações de Holmes, mas acompanha os acontecimentos com questionamentos e atenção às circunstâncias que cercam a empresária.

Com isso, o longa se posiciona em um território que combina investigação documental, observação e análise de uma história real. O resultado promete provocar reflexões sobre imagem pública, credibilidade, poder e os limites entre aquilo que uma pessoa apresenta ao mundo e o que pode ser revelado quando sua trajetória é examinada de perto.

Nathan Fielder e Lance Oppenheim comandam o projeto

A direção é assinada por Nathan Fielder e Lance Oppenheim, dois cineastas que conduzem a proposta de acompanhar uma figura controversa em circunstâncias extraordinárias.

A participação de Fielder chama a atenção pela abordagem particular que o projeto propõe para observar situações reais e personagens envolvidos em narrativas complexas. Ao lado de Oppenheim, ele conduz um documentário que parte de um acontecimento concreto para construir um retrato mais amplo sobre a experiência de acompanhar alguém diante das consequências de suas próprias decisões.

A combinação entre a notoriedade do caso Theranos e a proposta de filmagem cria uma oportunidade para revisitar um episódio que ultrapassou o universo empresarial. A história de Holmes se tornou parte de uma discussão global sobre o entusiasmo em torno de empresas de tecnologia, a confiança depositada em líderes considerados visionários e a importância de comprovar promessas que podem afetar diretamente a saúde das pessoas.

O documentário também desperta interesse por acompanhar a personagem em um período próximo a uma mudança decisiva em sua vida, quando a distância entre sua imagem pública e a realidade judicial se torna especialmente relevante.

Produção da A24 ganha destaque internacional

Produzido pela A24, estúdio conhecido por projetos autorais e produções que frequentemente geram discussões entre público e crítica, Tudo Pode Ser Visto chamou a atenção desde sua chegada aos cinemas norte americanos.

O filme ganhou destaque pela maneira como aborda um caso de grande repercussão pública e pela curiosidade em torno do acesso concedido à equipe de filmagem. A produção também passou a ser comentada por seu desempenho na plataforma Letterboxd, onde foi apontada como o filme mais bem avaliado da história do serviço, segundo as informações divulgadas sobre o lançamento.

A repercussão reforça o interesse por documentários que investigam acontecimentos reais sem se limitar a uma exposição cronológica dos fatos. Nesse caso, a proximidade com Elizabeth Holmes e o período escolhido para acompanhar sua rotina oferecem um ponto de partida incomum para revisitar o escândalo da Theranos.

No Brasil, a distribuição será realizada pela Sony Pictures. A empresa também adquiriu os direitos de distribuição do longa para outros mercados da América Latina, ampliando o alcance regional da produção.

Filme encerra a 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

Antes da estreia comercial, Tudo Pode Ser Visto será apresentado como o filme de encerramento da 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, evento que reúne produções de diferentes países e propostas cinematográficas.

A sessão especial acontece em 29 de outubro de 2026, às 18h, no Teatro Cultura Artística. A escolha coloca o documentário em evidência dentro da programação de uma edição comemorativa da Mostra, oferecendo ao público a oportunidade de conhecer o filme antes de sua chegada mais ampla aos cinemas.

A exibição também reforça o espaço dedicado ao documentário internacional no evento, especialmente às produções que exploram personagens e acontecimentos capazes de provocar debates para além das salas de cinema.

Após a sessão de encerramento, o público brasileiro poderá conferir o longa no circuito comercial a partir de 26 de novembro.

Quando Tudo Pode Ser Visto chega aos cinemas?

Com uma história real marcada por promessas tecnológicas, questionamentos e consequências judiciais, Tudo Pode Ser Visto apresenta uma perspectiva singular sobre Elizabeth Holmes e os acontecimentos que cercaram a queda da Theranos.

A proposta de registrar os últimos 34 dias antes de sua prisão, acompanhada por uma narrativa que se desenvolve ao longo de três anos, é o principal ponto de partida do documentário dirigido por Nathan Fielder e Lance Oppenheim.

A produção chega aos cinemas brasileiros em 26 de novembro de 2026, com distribuição da Sony Pictures. Antes disso, será exibida em 29 de outubro como o filme de encerramento da 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Serviço

Título nacional: Tudo Pode Ser Visto
Título original: You Can See Everything
Direção: Nathan Fielder e Lance Oppenheim
Produção: A24
Distribuição no Brasil: Sony Pictures
Estreia nos cinemas brasileiros: 26 de novembro de 2026
Sessão na 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo: 29 de outubro de 2026, às 18h
Local da sessão especial: Teatro Cultura Artística, São Paulo

Share this content:

Publicar comentário