O Bosque Selvagem conquista a crítica e estreia com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes
Nova animação em stop motion da LAIKA recebe elogios após première no BFI London Film Festival e é apontada pela imprensa especializada como uma das grandes apostas para o Oscar. Longa chega aos cinemas brasileiros em 29 de outubro, com distribuição da Imagem Filmes.
A LAIKA voltou a chamar a atenção do universo da animação com O Bosque Selvagem, seu novo longa em stop motion, que recebeu uma recepção entusiasmada da crítica internacional após a première mundial no BFI London Film Festival. Exibido no domingo, 11 de outubro, no Royal Festival Hall, em Londres, o filme iniciou sua trajetória com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, consolidando o destaque da produção entre os lançamentos de animação mais comentados do momento.
A sessão especial reuniu integrantes da equipe criativa e do elenco da versão original, incluindo o diretor Travis Knight e os atores Peyton Elizabeth Lee, Jacob Tremblay e Carey Mulligan, responsáveis pelas vozes de personagens centrais da história. No Brasil, a estreia está marcada para 29 de outubro, com distribuição da Imagem Filmes.
A recepção inicial colocou a produção em evidência na temporada de premiações, com a imprensa especializada apontando seu potencial na disputa pelo Oscar de Melhor Animação. A combinação entre o trabalho artesanal característico da LAIKA, uma aventura fantástica de grandes proporções e temas emocionais ligados ao luto, à amizade e ao amadurecimento ajudou a impulsionar os elogios.
Críticos destacam a ambição visual e emocional do filme
As primeiras avaliações publicadas por veículos internacionais destacam tanto a complexidade técnica da animação quanto a força de sua narrativa. Para Guy Lodge, da Variety, o longa apresenta uma aventura fantástica com riqueza de detalhes e capacidade de envolver o público em seu universo.
Frank Scheck, do The Hollywood Reporter, também elogiou o resultado, ressaltando a união entre realização técnica e impacto emocional. Em sua análise, o crítico considera que a produção pode representar o trabalho mais ambicioso do estúdio até agora, chegando a descrevê la como uma possível obra prima da LAIKA.
A avaliação positiva também apareceu no Collider. Aidan Kelley classificou o filme como uma obra prima, reforçando o entusiasmo em torno da nova produção. Já Tom Jorgensen, do IGN, destacou o cuidado artesanal da equipe e de Travis Knight ao contar uma história que combina fantasia, perda e crescimento pessoal. Para o crítico, a escala da aventura e sua atmosfera imaginativa estão entre os aspectos que tornam a experiência especialmente envolvente.
No Deadline, Pete Hammond ressaltou o espetáculo visual do longa, descrevendo a produção como uma fantasia épica em stop motion. O conjunto dessas avaliações coloca em evidência uma característica que acompanha a trajetória do estúdio: o uso de cenários, personagens e movimentos construídos artesanalmente para criar mundos com identidade visual própria.
Embora a aprovação inicial no Rotten Tomatoes represente o resultado registrado nesse primeiro momento da recepção crítica, a pontuação pode mudar à medida que novas avaliações forem publicadas. Ainda assim, a repercussão da première já colocou O Bosque Selvagem no centro das conversas sobre animação e premiações.
Uma jornada por uma floresta mágica e perigosa
A trama acompanha Prue McKeel, adolescente determinada que vê sua vida mudar quando o irmão caçula é levado por um grupo de corvos. Sem aceitar o desaparecimento, ela parte em uma missão de resgate rumo à Floresta Impenetrável, um território encantado localizado nos arredores de Portland, no estado norte americano do Oregon.
O lugar parece existir à margem do mundo conhecido, cercado por mistérios e histórias sobre aqueles que entram na mata e nunca mais retornam. Ao lado de Curtis Mehlberg, seu colega de classe desajeitado, Prue atravessa um ambiente povoado por animais falantes, bandoleiros, criaturas fantásticas e figuras poderosas que escondem interesses próprios.
A aventura ganha novas dimensões quando os dois descobrem que o desaparecimento do menino está ligado a uma feiticeira que pretende utilizá lo em seus planos sombrios. A busca pelo irmão passa, então, a envolver uma disputa maior, capaz de ameaçar o equilíbrio de toda a floresta.
Diante de perigos que ultrapassam sua compreensão, Prue precisa descobrir recursos internos que ainda não conhecia. Sua jornada envolve coragem, lealdade e a necessidade de confiar em si mesma, mesmo quando as chances de sucesso parecem pequenas.
A narrativa também aborda temas como luto, amadurecimento e os laços que conectam as pessoas. Em meio a criaturas extraordinárias e acontecimentos misteriosos, o filme utiliza a fantasia para construir uma história sobre enfrentar perdas, encontrar força em momentos difíceis e lutar por quem se ama.
LAIKA retorna ao universo do stop motion em grande escala
A direção é de Travis Knight, responsável por conduzir a produção e dar vida ao universo fantástico criado a partir do livro de mesmo nome escrito por Colin Meloy, vocalista da banda The Decemberists. A obra literária conta com ilustrações de Carson Ellis, companheira do autor, que ajudaram a estabelecer a identidade visual desse mundo repleto de criaturas e cenários incomuns.
O roteiro é assinado por Chris Butler, conhecido por seu trabalho em ParaNorman, outra produção associada à tradição de animação artesanal da LAIKA. A adaptação leva para as telas os elementos centrais da obra original, combinando aventura, fantasia e conflitos emocionais.
A direção de fotografia ficou a cargo de Caleb Deschanel, profissional com seis indicações ao Oscar. Sua participação reforça a atenção dedicada à composição visual de um filme construído por meio de técnicas que exigem planejamento minucioso, controle de iluminação e movimentos cuidadosamente executados quadro a quadro.
O stop motion se diferencia por utilizar personagens e cenários físicos fotografados em pequenas etapas. A movimentação é criada a partir de alterações sucessivas nas poses dos bonecos e dos elementos da cena. O processo demanda precisão e tempo, mas permite que cada textura, expressão e detalhe do ambiente contribua diretamente para a personalidade visual da obra.
No caso de O Bosque Selvagem, essa abordagem ganha importância diante da dimensão do universo apresentado, que inclui uma floresta encantada, criaturas variadas e situações que transitam entre o encantamento e o perigo.
Brasileiro Thiago Calçado participa da animação
Entre os profissionais envolvidos na produção está o animador brasileiro Thiago Calçado, que volta a trabalhar com Travis Knight após a colaboração em Kubo e as Cordas Mágicas, lançado em 2016.
Calçado também integrou a equipe de animação de Pinóquio, dirigido por Guillermo del Toro e lançado em 2022. O longa conquistou o Oscar de Melhor Animação, ampliando o reconhecimento internacional do trabalho desenvolvido por profissionais especializados nessa técnica.
A participação brasileira em O Bosque Selvagem destaca a presença de artistas do país em produções internacionais de grande porte. A animação em stop motion exige conhecimento técnico, sensibilidade artística e domínio de movimentos minuciosos, tornando o trabalho dos animadores fundamental para transmitir emoções e dar credibilidade aos personagens.
O retorno de Calçado a um projeto dirigido por Knight também estabelece uma conexão com a trajetória anterior do cineasta na animação artesanal, conhecida pelo cuidado com a construção dos personagens e a criação de universos visuais detalhados.
Quando O Bosque Selvagem estreia no Brasil?
Com a première internacional realizada em Londres e as primeiras avaliações positivas, O Bosque Selvagem inicia sua campanha de lançamento com expectativas elevadas entre os admiradores da animação.
A produção reúne aventura fantástica, uma história centrada nos vínculos familiares e o trabalho artesanal que caracteriza a LAIKA. A recepção da crítica também aumenta a atenção sobre o longa na temporada de premiações, embora o desempenho futuro dependa da continuidade das avaliações e dos resultados das disputas oficiais.
No Brasil, o público poderá conferir a jornada de Prue e Curtis a partir de 29 de outubro, quando o filme chega aos cinemas com distribuição da Imagem Filmes.
Serviço
Filme: O Bosque Selvagem
Título original: Wildwood
Direção: Travis Knight
Roteiro: Chris Butler
Baseado no livro de: Colin Meloy, com ilustrações de Carson Ellis
Técnica: Animação em stop motion
Elenco original: Peyton Elizabeth Lee, Jacob Tremblay e Carey Mulligan, entre outros
Distribuição no Brasil: Imagem Filmes
Estreia nos cinemas brasileiros: 29 de outubro de 2026
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